MP PEDE SUSPENSÃO DE EXTRAÇÃO DE BAUXITA NO PARÁ
![]() |
| O MPF recomenda que a atividade seja suspensa até que seja feita consulta prévia e indenização dos quilombolas. |
A licença para a extração de bauxita na região pertence à empresa
Mineração Rio do Norte
O
Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao Instituto Chico Mendes da
Biodiversidade (ICMBio) e ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) que
suspendam as licenças ambientais para a extração de bauxita na região do platô
Monte Branco, na região do Rio Trombetas, no noroeste paraense. Segundo o
órgão, a exploração do platô, que fica em área quilombola, não possui estudo
sobre os impactos da população local.
A
licença para a extração de bauxita na região pertence à empresa Mineração Rio
do Norte desde 2013. Segundo o MPF, o plano básico ambiental do empreendimento
reconhece estar em área quilombola e que a atividade pode causar impactos para
a renda dessa população, mas que não houve consulta prévia e informada ou
indenização aos quilombolas afetados.
O
MPF recomenda que não sejam renovadas ou concedidas qualquer tiro de licença ou
autorização na região antes que seja feita a consulta prévia e a indenização da
população.
O
ICMBio e Ibama têm 30 dias após notificação para apresentarem as respostas. Em
caso negativo, o MPF poderá entrar com uma ação na Justiça sobre o caso.
![]() |
| Mapa demonstrando que a exploração do platô ocorre em área quilombola. |
Fonte/Fotos: com informações do MPF/Divulgação
MPF



Nenhum comentário:
Postar um comentário