MPF PEDE QUE ENTIDADES CONTROLEM ENTRADA EM TERRITÓRIO DOS MUNDURUKU
Objetivo é evitar proliferação de doenças como o surto de H1N1 no
Xingu.
Recomendação de caráter preventivo foi enviada à Funai e ao Disei
do Tapajós.
O
Ministério Público Federal (MPF) em Itaituba, no sudoeste do Pará, enviou uma
recomendação a organizações não-governamentais, movimentos sociais e entidades
da sociedade civil alertando para os cuidados de caráter sanitário para entrada
de pesquisadores, jornalistas e ativistas nas aldeias do território dos índios
Munduruku, no médio curso do rio Tapajós.
A
movimentação no local vem crescendo pelo apoio que os índios recebem na luta
contra a instalação de hidrelétricas na região. Na recomendação, o MPF pede
medidas mínimas, como apresentação de cartão de vacinação e atestado médico,
antes do ingresso na área indígena.
A
recomendação do MPF tem caráter preventivo, já que não foram registrados até o
momento casos de entrada de pessoas com doenças infectocontagiosas na área.
Mas, como o acesso é todo feito por barcos ou aviões e o controle pela
vigilância sanitária é precário, a prevenção é necessária. O documento menciona
o recente surto de gripe H1N1 nas aldeias do médio Xingu que contaminou mais de
140 pessoas e causou oito mortes.
Os
indígenas estão entre os grupos considerados pelo Ministério da Saúde como
imunologicamente mais vulneráveis ao contágio do H1N1 e outras doenças que
podem gerar quadros graves e até a morte, assim como grávidas, idosos,
puérperas e crianças até os dois anos de idade.
O
MPF afirma, no texto, que “os índios e suas comunidades detém o poder de
autorizar ou vetar a entrada de pessoas em suas terras”, mas não pode deixar de
pedir cautela para a proteção da saúde das comunidades. A recomendação foi
enviada também à Fundação Nacional do Índio (Funai) e ao Distrito Sanitário
Especial Indígena do Tapajós.
Fonte: G1 PA

Nenhum comentário:
Postar um comentário