PREFEITOS DO AMAZONAS VÃO A BRASÍLIA EM BUSCA DE RECURSOS PARA MUNICÍPIOS
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| A Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios chega, neste ano, a sua 19ª edição, tendo novamente como parte das reivindicações o aumento do repasse do FPM. |
Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios será realizada de hoje,
09, até a próxima quinta-feira.
Em
busca de recursos federais, prefeitos do Amazonas se preparam para a 19ª Marcha
a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada pela Confederação Nacional dos
Municípios (CNM). O evento acontece desta segunda-feira (9) até a próxima
quinta (12) e 12 prefeitos do Estado confirmaram presença, segundo o secretário
da Associação Amazonense do Municípios (AAM), Tabira Ferreira (PROS), prefeito
de Juruá.
Mesmo
em um momento de instabilidade, de uma crise política e econômica, que pode significar
a saída da presidente Dilma Rousseff (PT), os prefeitos buscam recursos para
suprir perdas com o Fundo de Participação dos Municípios (FMP), que nos quatro
primeiros meses do ano ultrapassa os R$ 59 milhões.
A
redução no FPM, se comparado o valor repassado de janeiro a abril de 2015 com o
do mesmo período de 2016 é de 12% e representa uma perda para o Estado do
Amazonas de R$ 59.297.652,95, em valores corrigidos pela inflação, segundo
dados da CNM.
Para
sobreviver no período de crise econômica, algumas prefeituras do Amazonas
informaram que não descartam a possibilidade de enxugar a máquina
administrativa, com cortes em gratificações, redução de cargos comissionados,
redução de secretarias e de quadro de pessoal.
De
acordo com dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) de 2015, o Amazonas é o segundo Estado da Região Norte com
maior número de pessoal ocupando a administração direta, por vínculo
empregatício. Com 116.928 funcionários públicos, o Amazonas só perde para o
Pará, que tem 296.971 pessoas na administração direta, por vínculo
empregatício.
Tabira
Ferreira afirmou que o objetivo da Marcha é tentar viabilizar verbas para os
municípios. Segundo ele, as prefeituras vivem em situação “terrível” devido à queda
de receita, e à redução do FPM.
“Estamos
tentando manter as aplicações nos serviços essenciais, como saúde e educação. É
bom entender que essa crise não foi criada pelos prefeitos, veio lá de cima, e
nós aqui na ponta que estamos sofrendo”, disse o prefeito.
O
prefeito explicou que o FPM vem caindo, existe uma inflação e o aumento do
salário mínimo, fator que ele acredita que vem deixando as prefeituras em uma
situação mais precária.
A
prefeita de Iranduba, Madalena de Jesus (PTB), informou que pretende ir à
Marcha de prefeitos. Segundo ela, apesar de existir uma crise política maior
que econômica, os prefeitos devem se unir para buscar melhorias.
De
acordo com a prefeita, uma das maiores reinvidicações de todos os prefeitos é o
aumento do repasse aos municípios. Segundo a prefeita, as prefeituras
sobrevivem do repasse do FPM. “Nós trabalhamos com um orçamento do FPM para 40
mil habitantes, sendo que, hoje, nós temos, aproximadamente, 100 mil
habitantes”, disse Madá.
Madalena
de Jesus explica que a prefeitura caminha para uma configuração em que a
administração pública trabalha apenas para atender a folha de pagamento dos
funcionários para que não haja uma paralisação em massa dos trabalhos
essenciais.
O
prefeito de Coari, Raimundo Magalhães (PRB), informou que vem passando por
grandes dificuldades com pagamentos. Segundo ele, os programas federais não
estão com atrasos, mas algumas secretarias do município estão.
Raimundo
Magalhães explica que a queda da arrecadação e a crise econômica vêm afetando
bastante o município de Coari. Segundo ele, como o município não é cidade polo,
os recursos ficam estagnados.
De
acordo com o prefeito, Coari teve uma perda de royalties de R$ 4 milhões e de
Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), de mais R$ 2,5 milhões.
“Isso sem contar a perda do FPM, que antes recebíamos quase R$ 1 milhão e
passou para R$ 658 mil”, disse o prefeito.
O
prefeito de Manacapuru, Jaziel Nunes (PSC), o ‘Tororó’, explicou que pretende
participar da marcha dos prefeitos em Brasília. Segundo ele, a esperança é que
a reivindicação das prefeituras seja atendida. Ele explicou que as prefeituras
estão falidas e que pretende conter no máximo as despesas e evitar novos investimentos,
trabalhando apenas com a atenção básica. Jaziel Nunes informou ainda que a
Prefeitura de Manacapuru tem uma folha de pagamento de R$ 3 milhões e 11
secretarias.
Fonte/Foto: Henderson Martins - portal@d24am.com/Wilson Dias


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