AMAZONAS FICA ABAIXO DA MÉDIA EM RANKING DE COMPETITIVIDADE


No total, o Amazonas obteve nota 48  e ficou atrás, inclusive, do Tocantins.

Em estudo econômico, o Amazonas aparece como o segundo pior em infraestrutura e o quarto mais problemático em sustentabilidade social.
Manaus - O Amazonas ficou abaixo da metade entre os 27 Estados em um novo ranking de competitividade. Os dados são do Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a consultoria Tendências e com a Economist Intelligence Unit (EIU), divulgada pela revista Veja desta semana. No estudo, que mostra o potencial de crescimento e permite a avaliação dos gestores públicos, o  Estado ficou em 15º na posição total, além de aparecer como o segundo pior em infraestrutura e o quarto mais problemático em sustentabilidade social.
O dado positivo foi o da solidez fiscal, onde o Amazonas está em segundo lugar, com 99 pontos, atrás apenas do Espírito Santo, no quesito sobre o endividamento público e o investimento. No total, o Amazonas obteve nota 48 e ficou atrás, inclusive, do Tocantins.
O estudo analisou 64 indicadores, entre eles, potencial de mercado, inovação, capital humano, segurança pública, solidez fiscal, sustentabilidade social, eficiência da máquina pública, educação e infraestrutura. As notas vão de 0, para a pior avaliação, a 100, com a melhor avaliação. O ranking foi elaborado com base em informações públicas, divulgadas por fontes oficiais e de referência. Os dados estão disponíveis no site Ranking de Competitividade.
De acordo com a Veja, Estados menores, entretanto, obtiveram boas colocações, deixando para trás grandes centros econômicos. São exemplos disso Paraná e Santa Catarina. Ambos alcançaram avaliações positivas em indicadores como solidez das finanças públicas e capacidade de investimento do governo, além de boas condições de desenvolvimento social de seus habitantes. Possuem predicados, portanto, para atrair novos negócios. Não é à toa que alguns dos mais destacados investimentos feitos nos últimos anos ocorreram nessas regiões. O dinheiro busca tranquilidade e certezas.
A revista apontou que, do ponto de vista dos empreendedores, o estudo serve de indicativo das potencialidades econômicas de cada região. “O objetivo da lista é gerar um saudável incômodo nos agentes públicos, para que não se acomodem e busquem melhorar os seus resultados”, afirma Adriano Pitoli, diretor da área de análise setorial da Tendências e coordenador técnico do estudo.  Os exemplos mostram que a riqueza (ou a falta dela) não é necessariamente determinante para a boa qualidade do serviço. “Desejamos revelar bons administradores capazes de entregar resultados em diferentes áreas apesar do orçamento limitado”, completa Pitoli.
O ranking foi construído com base apenas em informações públicas, divulgadas por fontes oficiais e de referência, e ponderado de acordo com critérios do grupo de pesquisa. Transformar todos os índices em uma só métrica, com intervalo de 0 a 100 pontos, é algo que o estudo fazia desde 2011, quando sua primeira edição foi divulgada. Neste ano a metodologia foi aperfeiçoada. A coleta e a análise dos dados nacionais passaram a ser responsabilidade da consultoria Tendências, enquanto a EIU ficou com a tarefa de prover números de outros países, para fazer comparações internacionais. Até o ano passado, eram analisados 26 indicadores em oito categorias.
Situação na capital afeta investimentos
Em outro estudo sobre a competitividade divulgada no começo de dezembro apontou Manaus entre as 26ª posição entre as 32 cidades pesquisadas no Índice de Cidades Empreendedoras, da Endeavor Brasil, uma organização que incentiva e apoia empreendedores no mundo. O estudo apontou São Paulo como a melhor cidade para empreender no País e Maceió a pior.
Mão de obra, acesso a investimentos e infraestrutura são os principais desafios de Manaus para criar um ambiente de negócios favorável. De acordo com o índice, o capital humano é o principal problema dos empreendedores de Manaus. Apesar de apontar resultados razoáveis no Ensino Básico, a capital amazonense tem um dos piores resultados da Educação Superior do estudo.
Com a menor proporção de adultos com Ensino Superior (13,6%) e a quarta pior proporção de estudantes universitários em cursos de alta qualidade (9,8%). “Uma empresa é feita das pessoas que trabalham nela - e nada é tão determinante para o sucesso de um negócio quanto o conjunto dessas pessoas. Por isso, as cidades que oferecem profissionais com melhor qualificação e acessíveis sempre serão mais atrativas para quem quer abrir ou expandir um negócio”, destaca o estudo.
Manaus e Belém se encontram entre as piores cidades quando se trata de Acesso a Capital, que inclui capital disponível via dívida e acesso a capital de risco. A primeira ocupa a 25º colocação, enquanto Manaus é a lanterna.
Quando comparada a São Paulo, a capital amazonense registra dez vezes menos operações de crédito em relação ao PIB; em Belém, são quase três vezes menos o montante financiado na capital paulista. Ou seja, os bancos no Norte emprestam muito menos dinheiro do que o observado em cidades melhores posicionadas.
Com relação à infraestrutura, um dos fatores que mais contribui para o mau desempenho das duas capitais da região Norte é a localização geográfica. Tanto Belém quanto Manaus encontram-se muito distantes das outras 31 cidades; a capital do Amazonas está 121 mil quilômetros (na soma das distâncias).

Fonte/Foto: new.d24am.com/Ag. Brasil

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