NO PARÁ, GREVE DE PROFESSORES COMPLETA HOJE 49 DIAS
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| Professores acampados jantam sopa enquanto aguardam uma definição do governo do Estado para pauta de reivindicações |
A greve completa hoje 49
dias. Na manhã de ontem, os professores reuniram-se, em assembleia coordenada
pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp), pela continuidade
do movimento. “Sem luta, esforço e garra não há conquista. Eu estou aqui, pois
temos que defender nossos direitos, que não são apenas econômicos, mas também
sociais. Se deixarmos de lutar, como vão ficar as salas de aula? E as escolas
que precisam de reforma?”, questionou a professora de história Sônia Santos,
que trabalha há nove anos na rede pública.
Sobre a primeira noite dos
professores acampados, ela diz que “uns passaram a noite em colchonetes, outros
dormiram em redes do lado de fora. Artistas vieram, fizeram apresentações, o
Sintepp trouxe sopas, mingau, professores trouxeram café e alimentos, tudo em
prol de um objetivo. Precisamos de um acordo. Nossa categoria não pode
retroceder”, ressaltou. Em 24 de abril, o governo comunicou que ia efetuar o
desconto dos dias parados e contratação de professores substitutos. Na mesma
data, a assessoria jurídica do Sintepp ingressou com recurso na Justiça.
Na manhã de ontem, a
Justiça indeferiu o pedido. “A desembargadora Célia Regina disse que não há
requisitos autorizativos para conceder a liminar porque ela entende que o
próprio Superior Tribunal de Justiça tem decisões que permitem os descontos de
dias parados”, disse o advogado do Sintepp, Walmir Brelaz. “Esta greve também
foi movida pelo não pagamento do piso salarial profissional, reconhecido pelo
governo. Não é o fato de ele ter pago agora que supriu essa falha, até porque
eles (governo) estão devendo mais de R$ 100 milhões para os servidores
públicos, em relação ao retroativo de janeiro até agora.”
O Sintepp mantém a
proposta de redução gradual da jornada, da seguinte forma: para 2015, o limite
deve ser 260 horas; em 2016, passaria para 240 horas, e, em 2017, chegaria às
220 horas. Segundo o comando de greve, cerca de 26 mil trabalhadores permanecem
sem trabalhar, com 100 municípios paralisados.
Professores de escolas
particulares paralisam hoje.
Fonte/Foto: Diário
do Pará/Jader Paes


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