ALERTA: DESMATAMENTO ZERO JÁ É INSUFICIENTE NA AMAZÔNIA.



Pesquisador Antonio Nobre no seu estudo "O Futuro Climático da Amazônia" mostra urgência para reverter o desmatamento da floresta e garantir as funções climáticas do bioma:
"Uma árvore grande pode evaporar mais de 1 mil litros de água por dia.
Estima-se que a floresta toda - 5,5 milhões km² - libere no ar nada menos que 20 trilhões de litros de água diariamente.
Para se ter ideia da grandiosidade deste número, o Rio Amazonas despeja no Oceano Atlântico algo em torno de 17 trilhões de água.
Mas com as árvores no chão, esta água toda sumirá.
O relatório comprova que a extensão do desmatamento na Amazônia brasileira na última década equivale ao território inteiro da Costa Rica, algo em torno de 50 mil km².
Segundo Nobre, os números que apontam para a queda do desmatamento são um grande efeito de ilusionismo.
"Em 40 anos, até 2013, foram desmatados a corte raso 762 mil km² de floresta - isto é o mesmo que três estados de São Paulo e duas Alemanhas".
Foram necessários mais de 50 milhões de anos para que o bioma da Floresta Amazônica se formasse. Durante séculos, ela sobreviveu às intempéries da natureza. Este é um lugar único e insubstituível para o planeta. Diariamente, as árvores da região trabalham num sistema invisível para a manutenção do clima.
Todavia, este importantíssimo serviço ambiental que a floresta nos presta continuamente está sendo negligenciado. A motossera e o fogo se tornaram os principais inimigos da mata. Cálculos indicam que cerca de 42 bilhões de árvores foram destruídas nas últimas quatro décadas.
"O desmatamento da Amazônia levará a um clima inóspito na região", afirma o pesquisador Antonio Donato Nobre. "Essa procrastinação (para acabar com o desmatamento) é criminosa!"
Leia a matéria da íntegra:http://abr.ai/1GMNn0D
Fonte/Foto: Projeto Gota D’Água

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