SUICÍDIO: O PENSAMENTO QUE MATA
O que está acontecendo em Parintins-AM?
O mês de agosto é marcado
por um dos suicídios mais famosos do Brasil, quando o presidente do país
Getúlio Vargas “saiu da vida para entrar pra história”. As condições eram
outras, ele era o líder de uma nação, mas nada justifica o fato de tirar a
própria vida. Agosto, tradicionalmente, é preterido por muitos, mas alguns
acontecimentos acabam o tornando macabro.
Em Parintins, por exemplo,
três jovens colocaram, literalmente, a corda no pescoço. No dia 22 de agosto
Oder Fonseca Fontenele Filho, 18, conhecido por amigos e familiares como
“Keldry”, tirou a própria vida. Ele cometeu suicídio no Itaúna I. No dia
seguinte, 23 de agosto, Afrânio Amaral Miranda, 23, foi encontrado morto no
quintal da casa dele pendurado em um açaizeiro, no bairro Santa Rita de Cássia.
No mesmo dia uma jovem salvou a vida do irmão adolescente, quando chegou em
casa a tempo de cortar a corda que estava no pescoço dele. Outro caso foi de um
adolescente de 11 anos, que por causa das brigas dos pais também tentou contra
a própria vida.
O quem está acontecendo em
Parintins? O que está levando os jovens a cometerem o suicídio? As mortes
ocorrem e o tema continua sendo tabu em muitas famílias. O Jornal Novo
Horizonte fez um levantamento das últimas mortes registradas no município e na
maioria dos casos são jovens decepcionados amorosamente. A enfermeira Zenila
Maurila atendeu um dos casos recentes, quando a vítima conseguiu sobreviver.
“Era um menino, a irmã chegou a tempo de salvar, mas ele ainda ficou em
observação, pois sentia falta de ar, e o caso dele era afetivo”, contou.
O funcionário do Instituto
Médico Legal (IML) de Parintins, Afrânio de Jesus, disse que um adolescente de
11 anos não satisfeito com os constantes desentendimentos dos pais tentou por
fim a vida dele, mas foi
contido por familiares.
“Ele foi impedido, mas terá sequelas para o resto da vida”, informou.
A partir do momento que o
pensamento suicida é colocado em prática por enforcamento a morte cerebral
ocorre em 6 minutos. Quando a pessoa coloca a corda em volta do pescoço
acontece a compressão dos vasos sanguíneos que impedem o sangue oxigenado de
chegar ao cérebro, causando a baixa do oxigênio (hipóxia cerebral) e, em
seguida, o interrompimento total de oxigênio (anoxia cerebral). O cérebro sem
oxigenação leva seis minutos ainda com vida. “Se nesses seis minutos, houver a
ação e a vitima for suspensa, consegue sobreviver, mas sofrerá sequelas
neurológicas”, afirma.
Em Parintins, os casos de
suicídio são mais comuns do que se imagina, poucos são os que chegam ao conhecimento
da população. Afrânio conta que algumas vítimas tentaram chamar a atenção,
causar um susto e puseram fim a própria vida. “Muitas vezes a pessoa pra querer
mostrar, brincar, ou simular uma morte por enforcamento não se dá conta que o
interrompimento do fluxo sanguíneo para o cérebro causa o desmaio. Quando ela
coloca a corda no pescoço ela desmaia só que a traqueia está comprimindo e como
o oxigênio não chega ao pulmão ocorre à morte”.
Uma mão, um recado, uma
declaração de amor tudo parece índice de uma bela história de amor, quando na
verdade é a tragédia de um adolescente que recém completou 14 anos e que deixou
de existir. Na palma de uma das mãos a
declaração: “Eu te amo Vitória Natasha”. Estudante, bom filho, mas que estava
indiferente no dia do ocorrido. O corpo dele foi encontrado pela mãe.
Familiares não perceberam motivos para a vontade de morrer do adolescente.
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Fonte/Fotos:
alvoradaparintins.com.br



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