HONDA REDUZ PRODUÇÃO NO POLO INDUSTRIAL DE MANAUS
A parada pontual é programada para ajustar o estoque.
Empresa do PIM descarta demissões coletivas
MANAUS – A Moto Honda da
Amazônia, maior fábrica do Polo Industrial de Manaus (PIM), confirmou que vai paralisar a a linha de
produção por cinco dias a partir da próxima sexta-feira (26). O gerente de
Relações Institucionais, Mário Okubo, explicou tratar-se de uma parada pontual
e programada pela empresa e que tem como principal finalidade o ajuste de
estoque.
Além do acúmulo no
estoque, a fábrica japonesa está com mão de obra ociosa estimada em 1,5 mil
trabalhadores, que tiveram a carga horária reduzida. Atualmente, a empresa
produz 5 mil motocicletas por dia, de segunda a quinta-feira. Mesmo com a crise
no setor, a Moto Honda da Amazônia descarta possíveis demissões coletivas e
acrescenta que continuará investindo no parque fabril. “A parada é justamente,
para evitar esse tipo de atitude. A princípio não temos a programação de
demissões, porém não estamos contratando novos colaboradores para substituir os
que saem”, explicou Mário Okubo.
De acordo com dados da
Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), no mês
de agosto o segmento de duas rodas apresentou, em todo o país, uma retração de
8,01% em relação a julho. Foram emplacadas 111.320 unidades, contra 121.016
motos no mês anterior. Na comparação com agosto de 2013 a queda foi ainda
maior, chegando a 13,8%, segundo a Federação. Ainda nos números da Fenabrave,
as vendas de motocicletas em têm, no acumulado de 2014, uma redução de 6,08% em
relação ao mesmo período do ano passado. A fábrica da japonesa em Manaus tem
capacidade para dois milhões/ano, tendo produzindo no ano passado a 1,33 milhão
de unidades.
Demissões
Menos otimista, no
entanto, está o presidente da Afican (Associação dos Fabricantes de Insumos e
Componentes do Amazonas) Cristóvão Marques. Na opinião dele, esta paralisação é
mais um episódio do “ano perdido” para o setor de componentes, que poderá sofrer
com perdas de postos de trabalho. “Durante o ano inteiro o setor de componentes
vem tendo prejuízos. 2014 está sendo o pior ano no Distrito. Essa paralisação
vai afetar ainda mais o setor porque além de não vender estamos também deixando
de produzir. A tendência é haver desemprego. Para este ano a previsão é a pior
possível”, lamentou Marques.
Fonte:
Portal Amazônia


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