ÁGUA: SINDICATO DOS TRABALHADORES DA COSAMA/PROAMA E MANAUS AMBIENTAL APROVAM INDICATIVO DE GREVE
A informação é da presidente do Sindicato dos
Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado do Amazonas, Shirlene
Martins
Segundo o Sindicato, as zonas abastecidas pelas duas
empresas do sistema poderão ficar sem abastecimento regular
Os trabalhadores da
Cosama/Proama e Manaus Ambiental decidiram entrar em greve no período em que a
cidade enfrenta as temperaturas mais altas do ano. No caso da Manaus Ambiental,
que responde por quase a totalidade da distribuição e abastecimento de água na
capital, a paralisação dos funcionários, aprovada segunda-feira à noite, deve
ocorrer a partir do dia 3 de outubro, a
três dias das eleições.
A informação é da
presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do
Estado do Amazonas, Shirlene Martins. Em relação à Cosama/Proama, que fornece
água para boa parte das Zonas Norte e Leste, os trabalhadores poderão
parar na próxima semana,
coincidentemente, também na reta final das campanhas eleitorais. Mas, no caso
da Cosama/Proama, os sindicalistas voltarão à mesa de negociação, hoje à tarde,
para tentar um acordo com a diretoria da empresa.
Shirlene Martins declarou
que os indicativos de greve aprovados pela categoria não têm qualquer relação
com a política ou com as campanhas eleitorais e que as datas coincidiram com o
momento da eleição. “A data-base da categoria é dia 1º de setembro. Não tem
nenhuma relação com a política. Isso foi
amarrado em acordo coletivo de trabalho”, afirmou. Mesmo assim, ela assegurou
que os serviços funcionarão, “conforme determina a legislação, por se tratar de
serviço essencial”.
O presidente da Manaus
Ambiental, Alexandre Bianchini, declarou ontem não acreditar que a paralisação
aconteça porque o diálogo entre o sindicato e a concessionária de água tem
evoluído de forma positiva. O setor Jurídico da empresa informou que, de acordo
com a pauta publicada, a assembleia de ontem tinha a finalidade de deliberar a
respeito da contra-proposta ao acordo coletivo de trabalho, não sendo destinada
à deliberação de indicativo de greve e, qualquer decisão tomada nesse sentido,
será considerada ilegal.
A CRÍTICA tentou falar com
o diretor-presidente da Cosama/Proama, Heraldo Câmara, mas foi informado que
ele estava em reunião na sede do Governo.
Proposta foi rejeitada
A contra-proposta
apresentada pela concessionária Manaus
Ambiental foi considerada insatisfatória pela direção do Sindicato dos
Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado do Amazonas por estar muito abaixo da inflação. Dos 10%
de reajuste salarial reivindicados pela categoria, a concessionária ofereceu 4%. O sindicato também pediu o
cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, incidência de anuênio nas
verbas trabalhistas, plano de saúde e outros direitos.
A intenção dos trabalhadores
é continuar negociando com a diretoria da concessionária e, nas reuniões
agendadas, eles querem o acompanhamento de representante da Prefeitura de
Manaus, para ouvir o que for discutido e definido entre patrões e empregados.
Personagem: Presidente do Sindicato da categoria,
Shirlene Martins
‘Indicativos aprovados’
De acordo com a presidente
do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado do
Amazonas, Shirlene Martins, os 220 trabalhadores da Cosama/Proama aprovaram o indicativo de greve na última
sexta-feira. Inicialmente, foi pedido um reajuste salarial de 16% para
categoria, usando como base a inflação acumulada de dois anos, cuja diferença
não teria sido paga pela empresa, por meio dos acordos coletivos. Ainda segundo
Shirlene, houve a antecipação de 6%, por
parte do empregador, e agora o sindicato está pedindo os outros 10%, além do
reajuste do vale-alimentação, que estaria “congelado” há anos, e a continuidade
do Plano de Cargos, Carreiras e salários, suspenso indevidamente, conforme
dados da entidade. “Recebemos a contra-proposta de ambas empresas (Manaus
Ambiental e Cosama/Proama), porém abaixo da inflação. A Cosama propôs 6,32% de
reajuste”, disse.
Fonte/Foto: acrítica.uol.com.br/Márcio
Silva


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