FESTA DO SAIRÉ MOVIMENTA ECONOMIA DE ALTER DO CHÃO
Além das apresentações dos botos Tucuxi e Cor de Rosa,
haverá shows com bandas nacionais
A menos de 15 dias para a
realização da 16ª edição do Festival do Sairé deste ano, que acontece de 11 a
15 de setembro próximo, na Vila Balneária de Alter do Chão, proprietários de
hotéis e pousadas revelam que as reservas já estão praticamente esgotadas. Para
este ano são esperados visitantes de várias regiões do Brasil, entre elas, do
Eixo Rio/ São Paulo.
Além da apresentação das
associações folclóricas Boto Tucuxi e Boto Cor de Rosa, confirmada para o dia
13 de setembro, o Sairé deste ano vai contar com os shows nacionais das bandas
Psirico e Chiclete Com Banana, de Salvador (Bahia); Banda Solteirões do Forró e
o show regional do ‘Rei do Carimbó’, o cantor Pinduca, para os dias 12, 13 e 14
de setembro respectivamente.
Já a noite de
quinta-feira, 11, continuará destinada as apresentações de danças regionais com
grupos de Alter do Chão e de Santarém. Segundo o presidente da comissão
organizadora do Sairé, professor Cleuton Von, os contratos com as bandas já
foram fechados e, na próxima semana começam a divulgação da Festa, para atrair
o maior número de visitantes.
Hotéis e pousadas estão com reservas esgotadas
Ele afirma que os tanto o
Boto Tucuxi quanto o Cor de Rosa também já estão em fase de finalização dos
trabalhos com a proposta de apresentar um espetáculo melhor que de 2013. “Os
Botos já estão com os CDs prontos e o rito religioso já está organizado para
que a Festa aconteça sem incidentes ou atropelos. Já está havendo também a
divulgação das músicas dos botos nas rádios de Santarém”, confirma.
Desde o ano de 1998 que a
Festa do Sairé ganhou uma nova dinâmica. Antes, o evento somente mantinha a
tradição religiosa, que resiste há mais de três séculos. A festa era
praticamente da comunidade para os comunitários, pois os ritos eram
evidenciados pelos membros mais velhos da vila, que entoavam os cânticos pelas
ruas, participavam de rezas e cumpriam um ritual que eles dizem serem herdados
de seus antepassados.
De certa forma, o Sairé
estava voltado ao passado. Até como forma de valorizar a cultura dos antigos
que enfatizavam a doutrina da Santíssima Trindade, num simbolismo religioso
alimentado por muitos anos pela Igreja Católica. Com o passar do tempo a Igreja
distanciou-se das festividades, mas a comunidade assumiu as rédeas das
celebrações alimentando, assim, as tradições do povo local.
A Festa do Sairé é um
evento com forte pegada histórica, pois há historiadores que fazem relatos da
realização de festas com esse nome em outros pontos da Amazônia, como em
Mazagão, no estado do Amapá. Ou seja, havia uma ligação do conteúdo da
festividade com outras localidades, o que dá a entender que, em anos passados,
a Festa do Sairé já foi uma expressão na cultura dos povos amazônicos. E Alter
do Chão conseguiu manter a chama acesa até os dias de hoje. Talvez por isso a
importância para o contexto cultural da região Norte.
Fonte/Foto:
RG 15/O Impacto


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