UEA TERÁ ROBÔ HUMANOIDE PARA AUXILIAR NO DESENVOLVIMENTO DE PESQUISAS
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| Modelo do robô |
Universidade do Estado do
Amazonas (UEA) passará a contar com um robô humanoide para utilização em
pesquisas de bioprótese. A apresentação do robô será feita pela UEA, por meio
da coordenação do Núcleo de Tecnologia Assistiva, na próxima terça-feira (29), às
10h30, no auditório da Escola Superior de Tecnologia (EST), localizado na
Avenida Darcy Vargas, nº. 1200, bairro Parque 10 de novembro. A UEA será a
primeira instituição Norte-Nordeste do país a contar com o robô que será
utilizado em pesquisas relacionadas à Tecnologia Assistiva. A proposta faz
parte do Projeto de Desenvolvimento de Bio-Prótese de Pé e Tornozelo de Madeira
Laminada e Colada com Avaliação Clínica em Pacientes Protetizados a ser
incluído na Lei Orçamentária Anual de 2014.
Segundo a coordenadora do
Núcleo de Tecnologia Assistiva da UEA, professora Marlene Araújo, o robô
humanoide é um dos melhores do mundo para este tipo de pesquisa e será usado no
processo de modelagem do ciclo da marcha, que garante a mobilidade ao andar.
“Queremos verificar a capacidade do robô de se locomover para fazermos as
aplicações nas biopróteses”, afirmou.
O objetivo do robô é
potencializar a modelagem de próteses de membros inferiores com aplicação de
espécies madeireiras da região amazônica: roxinho, ipê e cumaru. A fonte de
recurso do projeto é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), via
edital Viver Melhor Pró-Assistir.
Treinamento
No período de 23 a 25 de
outubro, o Núcleo de Tecnologia Assistiva da UEA participará de treinamentos
para a utilização do robô. As atividades acontecerão no laboratório de
Tecnologia Assistiva da Escola Superior de Tecnologia (EST), com o
representante da empresa responsável pela fabricação do robô. Na ocasião, serão
abordadas as funcionalidades do NAO.
O grupo também negocia a
visita do pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Fernando Muller, para
dar orientações sobre as potencialidades de pesquisa com uso da tecnologia do
robô NAO.
Também está em estudo a
utilização do robô NAO no processo de ensino-aprendizagem da língua brasileira
de sinais e uso no tratamento de crianças autistas.
Projeto de Desenvolvimento
de Bio-Próteses
O projeto para o
desenvolvimento de protótipos de bioprótese em madeira laminada e colada de pé
e tornozelo tem um período de realização de um ano. “O projeto iniciou em março
de 2013 e tem previsão de conclusão para março do ano que vem. Há a proposta de
inclusive fazer a protetização de dois pacientes com as biopróteses”, disse
Marlene Araújo.
Segundo a proposta, os
beneficiários diretos serão os pacientes amputados, usuários do Sistema Único
de Saúde (SUS) e indiretos, pesquisadores e profissionais das áreas de saúde e
engenharia. “A bioprótese terá um preço bem mais acessível que as próteses de
fibra de caborno, apesar de contar com a mesma capacidade de absorção de
energia”, disse.
A previsão de atendimento
após a conclusão do projeto é de duas mil pessoas por ano. A ideia é, ainda,
ampliar a elaboração das biopróteses não só de pé e tornozelo, mas de joelho e
quadril.
Fonte/Foto:
blogdafloresta.com.br


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