ENTREPOSTO DE SANTARÉM SERÁ INAUGURADO EM 2014, APONTA SEFAZ
Com a inauguração do armazém, a expectativa é reduzir
em até três dias o transporte de mercadorias
O entreposto de Santarém,
alternativa para as indústrias armazenarem seus produtos na cidade deve estar
pronto para operar em 2014. A previsão dada pelo Secretário da Fazenda, Afonso
Lobo, é de que o armazém comece a funcionar junto com o fim do asfaltamento da
BR-63, trecho entre Santarém e Cuiabá, que tem como prazo limite até o fim do
ano que vem. Atualmente a BR tem 60% do trajeto asfaltado.
O protocolo já está
publicado no Diário Oficial da União e o Estado deve habilitar o operador
logístico, definindo qual empresa ficará responsável por operar o armazém.
“Ainda estamos elaborando o edital, mas nosso objetivo é de que o entreposto
comece a operar junto com a inauguração da rodovia no ano que vem”, comentou
Afonso Lobo.
O presidente do Centro das
Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, destacou a importância
da a criação de mais um entreposto para as indústrias do Estado. “Tem a
vantagem dos produtos estarem mais perto dos seus destinos, possibilitando
trocas mais rápidas para esses locais, o que gera economia de custos. Vejo com
bons olhos a iniciativa. A ideia agrada”, ressaltou Périco.
O presidente da Associação
Comercial do Pará (ACP), Sérgio Bitar, explica que existe hoje um grande
corredor de exportação de grãos para o Mato Grosso e que isso deve ser
aproveitado pelo Amazonas. “Há hoje um grande fluxo de carretas na cidade que
vão deixar a soja, as empresas da Zona Franca usarão as carretas no sentido
inverso, quando estas descem de volta” comentou.
Até 2000 carretas por dia
O presidente da Federação
das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Pará (Faciapa), Olavo
das Neves, destaca que a oferta hoje em Santarém é de 300 carretas por dia, com
expectativa de que essa média suba para 800 carretas por dia após o término do
asfaltamento da BR, chegando a 2000 em períodos de pico da soja. “São carretas
que retornam hoje totalmente vazias, uma capacidade ociosa absurda. Isso gerará
um frete mais barato fazendo os produtos chegarem aos centros consumidores com
um preço menor”.
Olavo também destaca os
benefícios que o entreposto traria ao Estado do Pará. “Gera uma cadeia interessante
de serviços, de produtos ligados a toda cadeia de transporte que vai de pneu,
combustível, acessibilidade, dormitórios, hotéis. A geração de ISS é muito
importante para o município e Estado e o ICMS, que apesar de ficar para o AM, o
ICMS do transporte fica para o Pará”. A expectativa dos paraenses é de que
dentro de um ano, o entreposto esteja instalado na região.
Representando a prefeitura
de Santarém, o Diretor do Instituto de Gestão e Tecnologia (IGT) do Município,
José Lima Pereira, destacou que as exportações ficarão mais baratas para o PIM
através do entreposto em Santarém. “Os portos de Paranaguá e Santos têm custo
de US$ 147 por tonelada. Para Santarém, esse custo cai para US$ 59 por
tonelada, porque se reduz o tempo de 39 para 22 dias. Uma grande oportunidade
que o Amazonas tem para desafogar a ZFM transportando não mais por Belém ou
Rondônia e reduzindo os prazos de 5 para 2 dias, e o frete, em torno de 40%”,
reiterou.
Lideranças dos Estados
discutem parceria
Autoridades do Pará estiveram
ontem na sede da Seplan (Secretaria de Planejamento) e da ACA (Associação
Comercial do Amazonas) discutindo formas de melhorar a logística entre os dois
Estados. Além da criação do entreposto da Zona Franca de Manaus na cidade de
Santarém, o gestor do GTPE (Grupo de Trabalho do Planejamento Estratégico) da
Seplan, Professor Luiz Almir Menezes, apresentou à comitiva paraense o
Planejamento Estratégico do governo do Amazonas. “A ideia é dotar o Estado de
uma ferramenta capaz de nos tirar um pouco da descontinuidade”, destacou o
Secretário de Planejamento, Airton Ângelo Claudino.
Entre os assuntos
discutidos estava a possibilidade de criação de um complexo mineral entre as
regiões. O presidente da ACA, Ismael Bicharra, destacou os benefícios da
reunião entre os Estados. “O Pará é forte no extrativismo, nós não. É uma troca
de experiências. Vamos discutir meios de uma forma unida e organizada melhorar
as demandas dos Estados e da região Norte que são poucos ouvidos pelo resto do
país”, comentou.
Sérgio Bitar lembrou que a
Amazônia tem uma área pouco explorada nas suas riquezas de subsolo. “Mesmo as
riquezas minerais do Pará foram pesquisadas a mais de 30 anos atrás. Na
Constituição de 88 ficou proibido que empresas de capitais estrangeiros
pudessem fazer esses estudos e isso praticamente paralisou toda essa parte de
prospecção mineral. Deve existir uma riqueza muito grande no Amazonas,
completamente desconhecida.
O diretor do IBGT de
Santarém, José de Lima Pereira, lembrou que o Pará é um grande exportador de minério,
exportado pelo porto de Barcarena. E que esse minério também pode ser
manufaturado no Amazonas. José também destacou a questão do polo naval de
Manaus “Já tem, mas está disperso. O custo pode ser reduzido se concentrar
recursos. A questão mineral e do gás também nos chama atenção. São situações
que têm como integrar os dois Estados”.
Fonte/Foto: portalamazonia.com/Eunice
Pinto


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