MOBILIZAÇÃO INDÍGENA TERÁ MANIFESTAÇÕES EM VÁRIOS PONTOS DO PAIS NOS DIAS 30/09 E 05/10
Prevista para os dias 30/9
e 5/10, a Mobilização Nacional Indígena vai promover manifestações em vários
locais do País com o objetivo de protestar contra o ataque aos direitos
territoriais. Estão confirmados atos em pelo menos quatro capitais (Brasília,
São Paulo, Belém e Rio Branco), além de cidades no interior.
A mobilização foi
convocada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) para defender a
Constituição, os direitos de povos indígenas e tradicionais e o meio ambiente
(leia a convocatória). No dia 5/10, a Carta Magna completa 25 anos.
O reclamo é direto para o
governo nacional e em espacial para a bancada ruralista no Congresso e do lobby
de grandes empresas de mineração e energia. Mesmo depois dos protestos de abril
deste ano, quando centenas de indígenas ocuparam o plenário da Câmara e a
frente do Palácio do Planalto, seguem as tentativas de destruir o artigo 231 da
Constituição, que assegura os direitos dos povos indígenas sobre suas terras.
Centenas de projetos
tramitam no Congresso para restringir os direitos de populações indígenas, de
quilombolas e de outras populações tradicionais sobre suas terras, além de
tentarem impedir a criação de unidades de conservação. Entre eles, estão as
Propostas de Emenda Constitucional (PECs) 215/2000 e 38/1999, o Projeto de Lei
Complementar (PLP) 227/2012 e o Projeto de Lei (PL) 1.610/1996.
O pior desempenho na
demarcacao de terras indigenas
O governo de Dilma
Rousseff tem o pior desempenho na demarcação de Terras Indígenas (TIs) desde a
redemocratização. Mesmo assim, pretende dificultar ainda mais a criação de
novas áreas com mudanças nos processos demarcatórios. A Portaria 303 da
Advocacia-geral da União (AGU) também restringe drasticamente os direitos
territoriais indígenas. Ao mesmo tempo, o governo federal segue financiando com
bilhões de reais o modelo agrícola baseado no latifúndio, que concentra renda e
terra, emprega pouco, abusa dos agrotóxicos, expulsa do campo trabalhadores
rurais, camponeses, populações indígenas e tradicionais.
A Mobilização Nacional
Indígena é apoiada por organizações indígenas e indigenistas, como o Instituto
Socioambiental (ISA), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Centro de
Trabalho Indigenista (CTI), mas também por outros movimentos sociais e organizações
da sociedade civil, como o Greenpeace, a Coordenação Nacional de Comunidades
Quilombolas (Conaq) e o Movimento Passe Livre (MPL).
Fonte/Imagem:
Mercedes Guzmán – Mário Dantas - Blog da Floresta/Blog da Floresta


Nenhum comentário:
Postar um comentário