MÉDICOS BRASILEIROS COMEÇAM A CHEGAR AO INTERIOR DO PARÁ
Segundo o Ministério da Saúde, 1.096 médicos com
diplomas do Brasil iniciam suas atividades em 454 municípios e 16 distritos
Os profissionais formados
no Brasil inscritos no Mais Médicos, programa federal que tem o objetivo levar
médicos para regiões carentes do País, começaram a se apresentar ontem nos
municípios brasileiros. Segundo o Ministério da Saúde, 1.096 médicos com
diplomas do Brasil iniciam suas atividades em 454 municípios e 16 distritos de
saúde indígena de todo o País. Destes, 43 profissionais serão deslocados para
25 municípios do Pará, sendo cinco deles para dois distritos indígenas.
Eles devem trabalhar em
unidades básicas de saúde do interior dos estados e em periferias de grandes
cidades. Ao todo, 3.511 cidades haviam solicitado 15.450 profissionais. No
Pará, apenas 23,8% dos 105 municípios que requisitaram médicos foram atendidos.
Já os 34 médicos que irão atender os municípios paraenses, representam apenas
6,2% do total de 543 profissionais requeridos.
O Ministério anunciou que
não tem um evento de recepção dos médicos no Pará, uma vez que os profissionais
fizeram acordos diretos com as prefeituras. Para receber a bolsa mensal de R$
10 mil, custeada pelo Ministério da Saúde, os gestores locais devem confirmar o
início do trabalho desses profissionais até o dia 12. Quem não estiver
trabalhando até lá, será excluído do programa. Para confirmar o início do
trabalho no programa, os médicos têm de apresentar seus documentos pessoais,
além do diploma, registro profissional e termo de adesão devidamente assinado.
“Os profissionais que
estão chegando esta semana nos municípios farão a diferença na vida de 4
milhões de brasileiros, que passarão a ser atendidos com a chegada deles. Esses
médicos são os pioneiros no programa, que está apenas começando e terá fluxo
contínuo. O processo continua aberto, vamos ampliar o número de médicos nas
regiões onde mais precisa”, afirmou ontem o ministro da Saúde, Alexandre
Padilha.
Por meio do programa, os
profissionais atuarão, por três anos, nas unidades básicas de saúde em cidades
do interior e nas periferias de grandes cidades. É responsabilidade do
município o custeio da moradia e da alimentação dos médicos do programa ao
longo dos três anos de atuação. O Ministério da Saúde tem orientado aos
gestores locais e governos estaduais a ofertarem o traslado do aeroporto até o
município onde o profissional realizará suas atividades.
Os gestores locais se
comprometem ainda a não substituir profissionais que já atuam na atenção básica
local por aqueles que participarão do Mais Médicos. Esse controle será feito
online no sistema do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES),
que impedirá o médico do programa de ser direcionado a postos que estavam
ocupados antes da adesão do município.
Os médicos formados no exterior selecionados
para o Mais Médicos - que atualmente estão em fase de treinamento e avaliação -
devem começar a trabalhar no dia 16 de setembro. Nesse rol, o Pará só receberá
um profissional, que segundo a prefeitura de Altamira, trata-se de um médico
brasileiro, que se formou no exterior. No dia 26 de agosto começou o módulo de
"acolhimento e avaliação" dos profissionais estrangeiros e
brasileiros formados no exterior inscritos no programa. Estão participando 244
formados no exterior, além de cerca de 400 cubanos que vieram ao Brasil por um
convênio com o governo de Cuba. Durante três semanas, os médicos têm seus
conhecimentos em saúde pública brasileira e língua portuguesa avaliados. A
aprovação nesta etapa é condição para que recebam o registro profissional
provisório e comecem a atender a população nos municípios para os quais foram
designados.
Fonte/Foto: noticias.orm.com.br


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