EM MANAUS, HOJE TEM TACACÁ COM SAMBA: CHICO DA SILVA

Todos nós sabemos que o Tacacá é uma iguaria, genuinamente amazônica, que tem como o seu principal incremento, além da goma e do jambú, o tão famoso tucupi. Mas hoje, 21 de agosto às 19h, o Tacacá na Bossa, no Largo de São Sebastião, tem um outro incremento, também, genuinamente amazônico, mais que especial: o samba, a música, o ritmo o swing, a voz de Chico da Silva (foto). Nascido sobre as barrancas de terras caídas, do maior rio do mundo, suas canções ganharam o mundo e são cantadas por várias gerações.
“Falaram que meu companheiro/meu amigo surdo/apanha por tudo, parece “absurdo/ninguém canta samba sem ele apanhar…”
Francisco Ferreira da Silva, esse é o Chico da Silva, Cantor e Compositor Parintinense, e veio ao mundo em 08 de Maio de 1945.
“Pandeiro é Meu Nome”, foi seu primeiro sucesso, juntamente com seu parceiro Venâncio, gravado pela cantora Maranhense, Alcione, em 1977, que fez grande sucesso, vendendo mais de 400 mil cópias.
Nesse mesmo ano, 1977, Chico da Silva foi contratado pela PolyGram, e gravou o seu primeiro LP: “O Samba; quem sabe diz”, e regravou “Pandeiro é Meu Nome”, e teve essa faixa incluída na trilha sonora da novela das sete, “Sem Lenço Sem documento”, da Rede Globo, juntamente com Morais Moreira, Caetano Veloso, Tim Maia e outros importantes artistas da Musica Popular Brasileira.
Em 1978, Alcione, gravou “Sufoco” em seu LP, “Alerta Geral”, outra composição de Chico da Silva com a parceria de Antonio José, que também fez muito sucesso.
“Não posso alimentar/a esse amor tão louco/que sufoco/Eu sei que tenho mil razões/até para deixar/de lhe amar…”
Podemos dizer que as musicas de Chico da Silva, o tempo não apaga, elas acompanham as gerações, e quem não conhece, ao primeiro contato, passa a fazer parte da sua vida; dos seus momentos, porque musica é a arte do prazer, o deleite da alma, o aferir da sensibilidade, o colorir dos sentimentos, o preencher das lacunas de alguma coisa que te faltou no tempo. As musicas desse grande compositor nos dá muito orgulho, porque representa muito bem a nossa terra, e fazem parte dos bens imateriais do patrimônio cultural do nosso estado.
“Eu canto, canto/minha vida meu destino meus amores figurados/e os pecados de um poeta abandonado/estou cantando o meu passado/recheados de ilusões…”
O compositor teve um tempo afastado, por problemas de saúde, mas se recuperou, e ainda faz muito sucesso em Manaus, sendo convidado, pra muitos shows, tanto na capital como no interior. Nunca deixou de compor, tem vários sucessos no ritmo das todas como: “Vermelho”, “O Amor esta no ar”, “Boi do Carmo”, “Festa da Raça”, “Gavião Real”, “Bailarina”, e muitas outras.
Portanto, hoje, no Largo de São Sebastião, tem Tacacá na Bossa, com Chico da Silva, e as participações de: Flôr do Murerú, Lucilene Castro e Junior Rodriguês.
“A cor do meu batuque tem o toque e tem o som da minha voz/Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão…”
Fonte/Foto: blogdafloresta.com.br


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