JURUTI TEM FÓRUM DE DISCUSSÃO SOCIAL COM FOCO NA SUSTENTABILIDADE
Conjus reúne representantes de diversos setores para
discussão de temas ligados ao desenvolvimento do município
Formado por 15 cadeiras
que representam a sociedade de Juruti, em um colegiado composto por empresas,
órgãos públicos e instituições civis, o Conselho Juruti Sustentável (Conjus) é
um modelo de fórum público que abre oportunidade para o debate democrático. O
Conselho, que terá sua próxima reunião na terça-feira, dia 25 de junho, foi
criado para ter importante participação no planejamento de ações de
sustentabilidade do município e surgiu com a implantação do projeto de
mineração de bauxita da Alcoa no município.
As reuniões do Conjus
acontecem pelo menos uma vez a cada mês e são abertas à participação popular –
já houve reunião com participação de 200 pessoas. “Como um espaço democrático,
as pautas do Conjus são diversas. No passado, por exemplo, foram realizados
debates com os candidatos à prefeitura de Juruti”, explica Nícia Coutinho,
coordenadora local do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), entidade
apoiadora do Conjus. Ela esclarece ainda que os temas são definidos pela
coordenação do Conselho, composta por seis dos 15 colegiados.
Nícia ressalta o caráter
participativo do Conselho. “As reuniões são abertas para todos. E qualquer entidade
ou empresa pode fazer parte do Conselho. Para fazer parte do colegiado diretor
é preciso fazer inscrição na Secretaria Executiva do Conjus e aguardar a
assembleia geral, que acontece a cada dois anos. Os conselheiros também podem
convidar alguma entidade a se inscrever, como já foi feito diversas vezes. Mas
nem todos os convocados estão dispostos a participar”, explica. Na composição
do conselho todas as entidades representativas de Juruti foram convidadas a
compor o fórum.
Para o segundo semestre de
2013, um dos objetivos desenhados em planejamento é dar mais visibilidade ao
Conselho, às decisões que são tomadas, buscando cada vez mais a participação da
população e até mesmo para mostrar o que está sendo feito, explica Nícia. Outra
proposta é a execução de ações nas áreas de educação, cultura e turismo, saúde,
segurança e cidadania, meio ambiente, desenvolvimento rural e urbano,
infraestrutura e saneamento, realizadas pelas chamadas câmaras técnicas, com a
participação de profissionais ligados aos temas.
Modelo inédito – O Conjus é um dos pilares de uma iniciativa
composta por três itens, chamada de “Tripé de Sustentabilidade” e tem como
principal papel proporcionar um espaço de diálogo entre diversos setores da
sociedade. É o início de um processo democrático que discute questões
relacionadas à sustentabilidade propondo metas para Juruti, que passa pelos
outros dois pilares deste tripé: o Fundo de Financiamento (Funjus) e os
Indicadores de Desenvolvimento, estes utilizados para medição e acompanhamento do
crescimento socioeconômico contínuo de Juruti, em um trabalho desenvolvido pela
Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Juntas as três iniciativas
formam um modelo de desenvolvimento local conhecido como “Modelo Juruti
Sustentável”, único no Brasil em áreas sob influência de empreendimentos de
mineração. Este caráter exclusivo fez do modelo um objeto de estudo recente da
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de
São Paulo (USP).
Fonte: Assessoria
de Imprensa - Alcoa


Nenhum comentário:
Postar um comentário