CAPRICHOSO VAI PARA A ARENA COM TRADIÇÃO E INOVAÇÃO


Boi azul e branco conta sua história lembrando que Roque Cid trouxe o bumba meu boi para Parintins
O boi-bumbá Caprichoso comemora cem anos de festas trazendo para o Bumbódromo a história de criação do boi. Durante as três noites de festival, os artistas parintinenses que vestem a blusa do boi azul e branco mostrarão o surgimento do Caprichoso, além de fazer uma projeção para os próximos cem anos do boi.
Com o tema “O Centenário de uma Paixão”, o Caprichoso promete fechar a primeira noite do festival contando uma história de tradição cheia de inovações tecnológicas. “Nós tivemos muito cuidado de fazer um projeto contando a história do Caprichoso com início,meio e fim, mostrando que a criatividade do parintinense irá assegurar que a tradição de brincar de boi não acabe”, adiantou o Diretor de Arena do Caprichoso, Edvan Oliveira.
Criação do boi
Prevista para iniciar às 22h30 de hoje(28), a primeira apresentação do Boi Caprichoso trará à arena a história da família Cid e de como o fundador do boi, Roque Cid, trouxe o bumba meu boi do Maranhão para Parintins. A chegada do nordestino torna possível a mistura étnica de brancos, negros e índios que criaria, mais tarde o Boi Caprichoso.
No auto da criação, o Caprichoso mostrará como o fundador conseguiu unir as culturas dos povos indígenas, negros e nordestinos na criação do boi mais brasileiro do País. A primeira noite terá como objetivo convidar os brincantes a festejarem o centenário do boi azul e branco.
Homenagens
Durante a primeira noite está previsto ainda homenagens a pessoas que fizeram parte da história do Caprichoso. Entre as figuras a serem homenageadas há pescadores humildes da região, serigueiros, caboclos ribeirinhos e indígenas de tribos amazônidas.
“Vamos contar a história de personalidades importantes para o boi nos últimos cem anos. Contaremos a história das pessoas humildes e criativas que apostaram no Caprichoso e transformaram ele na grandiosidade que tem hoje”, disse a presidente do boi azul e branco,Márcia Baranda.
As transformações no boi e os impactos sociais do Caprichoso no Festival de Parintins e na economia e na cultura do parintinense também serão lembrados hoje no Bumbódromo.
“Vamos mostrar a história do Caprichoso e o que ele se transformou hoje. Esse boi que não preza apenas pela cultura,mas também pelo social e com o comprometimento por Parintins”, disse Edvan Oliveira.
Tecnologia
Apesar da palavra de ordem na arena ser “tradição”, a diretoria do Boi Caprichoso contou que os artistas foram convocados a criar alegorias com itens tecnológicos de arrancar suspiros.“Para não falarmos do passado de uma forma monótona, vamos contar essa história de uma forma mais folclorizada. Já sabemos que quando o Roque Cid chegou aqui a cidade era muito pequena, o boi muito pobrezinho e nós vamos contar isso de uma forma mais folclorizada, de uma forma mais bonita e rica”, disse o diretor de arena.

Fonte/Foto: Mariana Lima – acrítica.uol.com.br/Evandro Seixas

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