LIDERANÇAS INDÍGENAS BLOQUEIAM ACESSO A CANTEIRO DE BELO MONTE
Cerca de 20
índios da tribo Juruna reclamam da qualidade da água.
Atividades no
sítio Pimental foram paralisadas durante o dia.
Cerca de 20 lideranças
indígenas da tribo Juruna bloqueiam nesta segunda-feira (7) o acesso ao sítio
Pimental, um dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica Belo Monte, que está
sendo construída no rio Xingu, no sudoeste do Pará. O bloqueio foi feito no
local conhecido como Travessão 27, a aproximadamente 4km da portaria de acesso
do canteiro de obras. Com o protesto, operários do Consórcio Construtor de Belo
Monte (CCBM) não puderam trabalhar no empreendimento desde as 6h30 desta
segunda.
Segundo os índios, as
aldeias estão sendo prejudicadas pela execução da obra, já que a água do rio
Xingu estaria ficando suja graças ao trabalho nos canteiros, deixando as tribos
sem água limpa para beber e prejudicando a pesca, que é a principal atividade das
comunidades afetadas pela obra.
De acordo com o CCBM, os
índios não ocuparam áreas do consórcio construtor e, além do prejuízo pelo dia
de trabalho perdido, não houve qualquer tipo de dano à propriedade.
Em nota, a Norte Energia
S.A., empresa responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Belo
Monte, informou que todas as demandas de comunidades indígenas próximas à Usina
Belo Monte estão em andamento, conforme os acordos fechados em reuniões
anteriores entre a empresa e as lideranças indígenas.
Segundo a empresa, algumas
demandas acordadas entre as partes são mais complexas, envolvendo obras como,
por exemplo, poços artesianos e pistas para pouso de aeronaves.
Ainda de acordo com a
nota, a diretoria da empresa está com reunião marcada para amanhã, às 14 horas,
para dialogar sobre os pontos levantados.
Fonte/Foto:
G1 PA/Felipe Adam – arquivo pessoal


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