FUNCIONÁRIOS MANTIDOS REFÉNS PARTICIPAM DE REUNIÃO EM ALTAMIRA
Índios exigem cumprimento de medidas para compensar impactos das
obras.
Nova reunião nesta sexta (27) discute pedidos das lideranças
indígenas.
No início da manhã desta sexta-feira (27), os dois funcionários da
empresa Norte Energia, responsável pela construção da usina hidrelétrica de
Belo Monte, e um de uma empresa terceirizada, que foram feitos reféns na aldeia
indígena Muratu, participam de uma reunião em Altamira, no sudoeste do Pará. Os
funcionários foram liberados na quinta-feira (26).
Os funcionários da Norte Energia saíram da aldeia às 7h30 da manhã
desta sexta-feira (27) em uma lancha da empresa, com previsão de chegada às 10h
em Altamira. Eles vão comparecer à uma reunião marcada para as 10h30 da manhã
com todas as instituições envolvidas no caso e com várias lideranças indígenas,
incluindo os Juruna e os Arara, que já estavam negociando uma pauta de
reivindicações junto a empresa.
Os três funcionários estavam proibidos de deixar a aldeia desde
segunda-feira (23). No final da tarde desta quinta-feira (26), os índios Juruna
permitiram que um dos funcionários da empresa deixasse a aldeia, pois ele
estava abalado emocionalmente.
A liberação dos outros dois reféns foi negociada em uma reunião
com o Ministério Público Federal (MPF) e representantes da Fundação Nacional do
Índio (Funai) na sede municipal de Altamira.
Entenda o caso
A equipe da Norte Energia foi abordada pela comunidade indígena
após uma visita técnica para divulgar detalhes do projeto de transposição do
Rio Xingu. Os índios exigem o cumprimento imediato das medidas condicionantes,
que são ações para compensar os impactos causados pelas obras sobre as
populações indígenas.
No final do mês de junho, 12 lideranças indígenas ocuparam um dos
canteiros de obras de Belo Monte, em Altamira, pedindo que o consórcio
construtor cumpra com as medidas condicionantes da obra e pedem melhorias para
35 aldeias localizadas na região do Xingu.
Fonte:
G1 PA

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