PRODUTORA PARAENSE EXPORTA FARINHA PARA PORTUGAL


A agricultora familiar e líder comunitária Cleane Alves, 37 anos, moradora da comunidade Igarapé Preto, a 35 quilômetros de Itaituba, no oeste do estado, é um dos destaques na diversificação e na qualidade da produção familiar local. Cleane vem se dedicando mais intensamente à produção de mandioca. Através de orientações técnicas oferecidas pela Empresa de Assistência Técnica do Estado do Pará (Emater), o produto antes comercializado in natura, agora está sendo beneficiado e já está sendo exportado para Portugal.

Na propriedade de 25 hectares, a agricultora cultiva as variedades pingo de ouro e pretinha, que segundo dados técnicos, produzem em menor espaço de tempo e com menor quantidade de fibras na raiz, o que influencia diretamente na produtividade. Cada hectare plantado garante 120 sacos de farinha, enquanto que outras espécies como a amarelinha, uma das mais comuns da região, exigem maior tempo em solo e a produção chega a ser 20% menor.
A Emater e o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) trabalham na identidade visual e também na regularização do produto para a emissão do Serviço de Inspeção Municipal (SIM). “Nossa exportação ainda é tímida porque não estamos regularizados, nossa intenção também é patentear nosso produto”, disse Cleane. Segundo dados da Emater, para garantir uma melhor produtividade da lavoura é de suma importância que o agricultor pratique o trio da produtividade, que corresponde ao corte adequado da maniva, quatro capinas ao ano e o espaçamento adequado das árvores. O manejo adequado do plantio garante 50% de aumento na produtividade. “Outro diferencial do produto oferecido é a qualidade, garantida pela higiene que a agricultora preconiza na produção. Todos os apetrechos são esterilizados e a cada fornada, o forno é todo higienizado, o que garante uma melhor textura, cor, sabor e cheiro ao produto”, explicou o zootecnista da Emater, Luís Felipe Cordeiro.
A agricultora aproveita a mandioca em sua totalidade - a raiz serve para a farinha e a casca é usada como alimentação alternativa para o gado leiteiro, diminuindo em 25% os gastos com a ração.

 Fonte/Foto: Iolanda Lopes – Emater/Agência Pará

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