CARTA ABERTA PARA FAFÁ DE BELÉM

Faro


Olá!
Gostaria que você (esse e-mail a que respondo certamente é da assessoria de imprensa da artista) perguntasse a ela, Fafá, se ela sabe onde é, ou ao menos se sabe que existe uma cidade com esse nome – Faro - no estado dela, Pará....
Fui sua fã desde sempre, desde a época das diretas, e por conta disso, dessa admiração, me senti no direito de escrever (espero que você, assessor, encaminhe este email a ela...).

Querida Fafá.
Fiquei muito triste ao ver tua tomada de posição a favor da não divisão do estado. Penso que você tomou essa decisão baseada em informações da mídia, como quase todos de Belém e região vêm fazendo.
Sinto um tão grande desconhecimento da realidade da região  quando se fala que os novos estados beneficiarão meia dúzia de políticos corruptos...
Você pode imaginar o que significaria a geração de milhares de empregos novos? ...
Você também pode imaginar o que é precisar de um serviço de saúde e ter acesso, e não morrer no meio do caminho, como o que acontece a nós... (Faro, a minha cidade,  é distante 10 dias de barco de Belém).
 Também acredito que você pode visualizar mais escolas, universidades, poder público próximo, ou seja, uma fiscalização mais possível do dinheiro público e de sua aplicação, inclusive. Mas, então, porque se apegar a uma situação tão profundamente prejudicial ao teu povo??
Porquê  não se abrir para o novo, para o possível, para um futuro mais igualitário, para um Pará, um Tapajós, um Carajás REALMENTE  de todos??
 Ah, sim... desculpe:  estou falando com a Fafá de BELÉM, é verdade... e não com a Fafá do povo, dos paraenses esquecidos, excluídos, sofridos...
Que você, e todos os que estão pensando só em si mesmos, na manutenção de uma posição de benesses de uma pequena região, possam, antes do dia 11, ouvir a voz de sua consciência, que é só,  e por fim, a voz da fraternidade, da solidariedade, da preocupação com o irmão necessitado, e votar,  não para si mesmo, mas para o bem de todos!
 Sem lágrimas de egoísmo, e sim, com um sorriso de esperança.

Antonella Marin Fioravante
Enfermeira Padrão, Coordenadora do Programa de Agentes Comunitários de Saúde – Faro / Tapajós  (antigo oeste do Pará).

Um comentário:

Anônimo disse...

Antonella Marin Fioravante, leia a VEJA do dia 30/11/2011 em um artigo do Roberto Pompeu de Toledo, para vpcê ficar informada.

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