PADRE ZEZINHO DEIXA NHAMUNDÁ-AM

O australiano Colin Spencer, o farense Alexandrino e padre Zezinho, em Faro.

Aos 70 anos de idade, padre José Finlândia, mais conhecido como padre Zezinho, deixa no final deste ano de ser o pároco do município de Nhamundá-AM.
O motivo que o levou a tomar essa decisão foi a fragilidade de sua saúde, mas padre Zezinho pretende voltar ao Brasil para ajudar em silencioso apostolado, feito de confissões, celebrações e eventuais encontros de catequese.
Padre Zezinho conta que, como missionário do Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras – PIME, muitas experiências foram vividas e sua contribuição religiosa foi uma escolha de vida e de doação aos cristãos. “Minha trajetória no município de Nhamundá começou entre 1972 a 1982, e depois fiquei distante por 24 anos; depois disso retornei e encerro neste ano minha missão como pároco”, disse.
História
Padre José Finlândia nasceu na cidade de Melilli, próxima da província de Siracusa, na Itália, no dia 01 de maio de 1941. Aos 13 anos ingressou no seminário do PIME em Trentola-Ducena, província de Caserta, vindo a completar seus estudos teológicos em Milão.
Seu ordenamento como sacerdote ocorreu no dia 21 de julho de 1968. Passado um ano no Seminário de Catânia, na Sicilia, padre José foi proposto ao município de Parintins-AM, chegando em um navio em novembro de 1969 no porto de Macapá, onde ocorreu seu primeiro contato com brasileiros.
Em Parintins, o Bispo Dom Arcângelo Cérqua recebeu o missionário em dezembro de 1969, para três meses de estudo da língua portuguesa; em seguida, suas experiências missionárias foram em Maués e na paróquia do Sagrado Coração de Jesus, até chegar, em 1972, a Nhamundá, onde na época coordenavam a paróquia os padres Benito di Pietro e Antonio Accurso.
Padre Zezinho ficou no município até 1982. Por quatro anos, ficou na Itália e, em seguida foi destinado a Papua-Nova Guiné, na Oceania, onde ficou por mais de uma década. Sua volta à Itália ocorreu em 1997, como diretor do Seminário Missionário em Mascalucia – sua residência ficava bem próxima ao vulcão Etna.
Terminando seus compromissos com o seminário, voltou ao Brasil depois de vinte e quatro anos. Seu pedido para trabalhar em Nhamundá foi feito e aprovado pelo Bispo Dom Giuliano Frigenne.
Deus o acompanhe, padre Zezinho ...

Fonte: adaptação de matéria publicada na Folha de Nhamundá, edição 01.
Foto: z fioravante

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