TRE ALERTA SOBRE TRANSFERÊNCIA DE TÍTULOS
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Ricardo Nunes, orientou os juízes eleitorais a ficarem atentos à corrida por transferências e emissões de títulos eleitorais. O TRE incentiva a regularização cadastral, mas há a preocupação com excessos na caça aos eleitores que poderão votar no plebiscito sobre a divisão do Pará para a criação dos estados do Carajás e do Tapajós.
Algumas zonas eleitorais já constatam o crescimento da demanda por regularização da situação cadastral. Um exemplo é o da 23ª Zona de Marabá, que abrange parte do eleitorado do município e de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. Foi verificado um aumento médio de cerca de 100 atendimentos mensais desde maio deste ano.
Ainda assim, a movimentação verificada este ano é considerada atípica porque se observa um incremento mensal desde que a realização do plebiscito foi aprovada pelo Congresso Nacional.
Belém, capital do Pará, fechou o mês de junho com 495 pedidos de transferências de títulos.
Separatistas - O deputado federal Giovanni Queiroz (PDT-PA), um dos articuladores da Frente Pró-Carajás, confirma que a regularização cadastral dos eleitores é estimulada por causa das características populacionais das regiões sul e sudeste do Pará. Muitos migram para lá, mas não fazem a transferência do título, observa.
Para Sérgio Pimentel, assessor especial da Prefeitura de Belém e integrante de uma das frentes contra a divisão, as transferências não influenciarão no resultado do plebiscito porque não devem atingir número expressivo.
Além disso, ele acredita que esse é um instrumento válido apenas nas eleições municipais, quando um candidato se elege com poucos votos. O custo com o transporte de eleitores acaba compensando. 'Preocupam mais as condições dos separatistas desenvolverem teses fantasiosas e fazerem panfletagem', diz ele.


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