PARAENSE VÊ A DIVISÃO DO ESTADO COMO UMA PAIXÃO, DIZ IDESP
A discussão sobre a divisão do Estado do Pará em mais duas unidades federativas, Tapajós e Carajás, tem gerado muita polêmica entre os paraenses nos últimos meses. Para esclarecer dúvidas importantes antes do plebiscito que será realizado até o mês de dezembro, o Idesp (Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará) fará uma reunião, no dia 1º de julho, com representantes do governo do Estado, da UFPA (Universidade Federal do Pará) e do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) para definir a programação das pesquisas que serão feitas no período que antecede a consulta popular.
'O que observamos até agora é que os paraenses estão vendo essa divisão apenas pelo lado da paixão e falta esclarecimentos técnicos sobre o assunto', explica a presidente do Idesp, Adelina Braglia.
'As informações que temos até o momento são pontuais. É como se tivéssemos feito um corte seco no Estado e observamos como ficaria a economia e o desenvolvimento social dessas possíveis unidades federativas. Então, por mais que o estudo mostre que não há como o Tapajós se sustentar, isso não significa que seja uma projeção, pelo contrário é apenas um indicativo. Esses Estados irão sofrer mudanças no decorrer de suas criações, que podem ou não ser positivas. Isso só um estudo mais aprofundado poderá dizer', ressalta a gestora.
Adelina também reafirma que a posição do órgão em relação ao plebiscito é a imparcial, apesar de representantes do Governo do Estado, como é o caso do chefe da Casa Civil, Zenaldo Coutinho, que é totalmente contra a separação do Estado
Um conjunto de indicadores reunidos na publicação de uma revista acadêmica, no artigo 'Retrato da Divisão do Estado', mostra que o Pará ficaria com 56% do Produto Interno Bruto (PIB), Carajás com 33% e Tapajós com 11%. No comportamento da balança comercial, em 2010, no cenário da divisão do Estado, tem-se a distribuição: US$ 9.242 milhões no Carajás, US$ 2.830 milhões no Pará e US$ 596 milhões no Tapajós.
Fonte: O Liberal

Nenhum comentário:
Postar um comentário