sexta-feira, 29 de junho de 2012

PARÁ REALIZA PRIMEIRO CASAMENTO COMUNITÁRIO HOMOAFETIVO


Dezoito casais homossexuais disseram o "sim" em Belém.
Em pleno Dia Mundial do Orgulho Gay, dezoito casais disseram o "sim" nesta quinta-feira (28), em Belém, no primeiro casamento comunitário homoafetivo do Pará. A cerimônia foi oficializada pelo juiz José Antônio Ferreira. O evento foi promovido pela Defensoria Pública do Estado, em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e Prefeitura Municipal de Marituba.
É um momento único nas nossas vidas. Essa cerimônia nos torna igual perante a lei, com todos os direitos que os casais heterossexuais têm. Agora, construiremos uma família e teremos a certeza de que os nossos direitos estão garantidos”, afirmou Cristiane Freire, que já mantinha uma relação estável com Marjonie Freire há oito anos.
“Hoje eu me sinto igual, pois estou consolidado o amor que sinto por ela. É uma conquista para todos nós que sonhamos com o casamento igualitário”, completou Marjonie. Para elas a cerimônia foi um marco na história da população de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais no Pará.
Outro casal que oficializou a relação foi Jairo e Elvis Santos. Para Jairo, a relação de quase uma década reforçou o sentimento de ambos. “O casamento reafirma a relação. A questão da legalidade não se resume a casar e fazer com que as pessoas notem nosso amor, mas que todos entendam que temos direitos”, assegurou. Com a grande procura da comunidade LGBT do Estado, o Governo do Pará pretende fazer outro casamento comunitário homoafetivo ainda este ano.
Antes apenas união era reconhecida
Antes, a união homoafetiva era firmada apenas por um contrato estável, mas com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de maio de 2011, os casamentos civis de casais do mesmo sexo passam a não só entregar certidões, como também a garantir direitos – isto é, com o reconhecimento e benefícios assegurados.
“Considero este casamento uma grande conquista para a comunidade LBGT do Pará, pois o movimento luta há anos por essa causa. Agora sim, esses casais terão todos os direitos garantidos, direitos estes que antes estavam restritos a casais heterossexuais”, disse o coordenador estadual de Proteção à Livre Orientação Sexual, Samuel Sardinha.
A defensora pública Rossana Parente observou que a iniciativa partiu do Centro de Referencia e Combate à Homofobia, da Defensoria, que há dois anos tem formação voltada para oficialização das relações homoafetivas. “Durante muito tempo, os direitos que são assegurados a qualquer ser humano foram negados a essas pessoas”, completou o defensor público Sérgio Lima.

Fonte/Foto: G1 PA/Igor Moto – Amazônia Jornal

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